O
primeiro passo para contextualizar a matemática escolar é conhecer o contexto,
o saber matemático do nosso aluno. O segundo passo é partir deste conhecimento,
valorizando a bagagem de conhecimento de que o aluno já dispõe para, então,
ampliar o mesmo. Respeitando este conhecimento, o professor desenvolve uma
relação, um vínculo de cumplicidade com seu aluno que facilitara a construção
de conhecimentos significativos, a educação para o saber e o saber fazer.
É
fácil perceber a aplicação quase imediata de assuntos como porcentagem e
calculo de juros na economia, por exemplo, ou da trigonometria, sempre presente
e de aplicação direta na engenharia. Assim:
·
A matemática está presente em nossas vidas
desde uma simples contagem ou um simples troco até o seu uso em complexos computadores;
·
Falar de matemática para um viver mais
autônomo implica percebê-la como ferramenta para coordenar ideias, para dar
consistência e argumentos, para alimentar duvidas, pois os números não falam
por si;
·
Necessitamos da matemática com instrumento
intelectual para interrogarmos a realidade;
Superamos
as dificuldades, herdadas da matemática tradicional quando ousamos encarar
nossos medos, inovarmos através de diversos materiais, práticas e contextos
coerentes e construirmos, no dia-a-dia, conceitos matemáticos concretos,
significativos e contextualizados para nos mesmos e para nossos alunos.
Sabemos
que essa realidade não será construída do dia para a noite. Podemos afirmar que
acontecera, efetivamente, a partir de uma nova postura pedagógica que tenha
como ponto de partida o respeito à individualidade sociocultural de cada aluno,
passando por uma relação dialógica até chegar a alcançar uma visão de mundo
mais ampla.
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