Matemática: aprendendo através do
cotidiano
A
matemática tem que ser percebida como um objeto sobre o qual se pode atuar,
inventar, mudar. Infelizmente, na escola básica, o objetivo da matemática é
decorar fórmulas, números e tabuada, os resultados matemáticos têm que ser
sempre únicos e definitivos, fazendo com que na escola, ensinem a futuros
professores a detestar a matemática, depois, esses professores voltam a escola
para ensinar outra geração á detestá-la.
A
matemática escolar deveria ser um instrumento para tornar a matemática acessível
a um número crescente de pessoas. Contudo, em nosso cotidiano é denunciado cada
vez mais e por meio das mais diferentes formas o analfabetismo matemático.
Os
conceitos matemáticos fazem parte do nosso dia-a-dia. Planejar o orçamento
familiar, ir ao supermercado, fazer uma compra parcelada, construir um cômodo a
mais em casa, tudo isso envolve cálculos. Essa proximidade da matemática ao
nosso cotidiano, no entanto, nem sempre é percebida na escola. E a disciplina
acaba gerando medo e sendo alvo de rejeição.
O
dia-a-dia abriga em seu interior muitas vidas, que se anunciam das mais
surpreendentes e diversas linguagens. Quando falamos da matemática no
cotidiano, as preocupações não têm a ver com matemática escolar. Assim, os não
matemáticos precisam ter acesso ao espírito da matemática do nosso tempo. Os
professores podem fazer isso, por exemplo, os alunos identificam a presença dos
números no dia-a-dia, reconhecendo sua utilidade. Eles estão presentes na
numeração das casas, nas placas dos carros e em diversas outras situações, em
que servem para orientar as pessoas e ordenar o mundo.
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