Introdução
No
meio educacional da chamada educação matemática, tem havido discussões cada vez
mais crescentes, com vista á necessidade de melhora do ensino de matemática.
Tais discussões têm exigido o crescente envolvimento de matemáticos, pedagogos,
psicopedagogos e demais profissionais comprometidos com a melhora do ensino de
matemática no Brasil.
Muitos
alunos concluem o ensino fundamental e médio sem ter uma ideia clara do que
realmente é a matemática, da origem de seus conteúdos e do significado de suas
expressões e aplicações. Dentre esses estudantes, poucos acreditam tirar
proveito dos conteúdos de matemática no futuro. Também a linguagem matemática
empregada oralmente ou por escrito, quando desprovida de significados, também
acarreta sérias dificuldades no aprendizado dessa disciplina.
É
nesse meio que o aluno deve perceber a matemática em sua vida, considerando-a
uma necessidade natural, cientifica e social. Se a sociedade, a comunidade
escolar e, talvez, os próprios professores não estabelecem essas relações e
conexões, que motivação e interesse ele terá para estudar essa disciplina?
A
matemática está presente em inúmeras situações do cotidiano. Qualquer pessoa,
para estar sintonizada ao mundo moderno, faz uso da matemática. A matemática
passa a ser um instrumento usado diariamente. Vivemos cercados por números,
operações, tabelas, gráficos, calculadoras, computadores, caixas registradoras
com leitura ótica. Qualquer pessoa, de uma forma ou de outra, precisa lidar com
estas informações e tecnologias para tornar sua vida muito mais fácil.
Para
alguns teóricos, como por exemplo, Ubiratan D’Ambrosio (1999), a maior parte
daquilo que hoje está nos programas circulares de matemática é desinteressante,
obsoleta e inútil aos olhos dos alunos. Inútil não só por acharem não servir
para coisa alguma, mas principalmente por não darem aos professores qualquer
apoio ao desenvolvimento da criatividade e das capacidades cognitivas. Donde o
desafio aos educadores matemáticos para justificarem os conteúdos dos programas
quanto a sua aplicabilidade.
Apresentar
uma reflexão sobre a matemática escolar é um objetivo, onde se possa mostrar a
importância de relacioná-la com a vida prática do aluno. Onde a mesma
matemática escolar relacionada a atividades reais e concretas do cotidiano do
aluno facilita a construção de conhecimento de forma motivada e significativa,
desenvolve o raciocínio lógico e desperta na criança um olhar matemático em
relação ao mundo que a cerca.
A
única forma de quebrar os preconceitos com relação á disciplina matemática é
concentrar o ensino na formação do cidadão que utiliza cada vez mais os
conceitos matemáticos no seu dia-a-dia. A matemática deve ser encarada como uma
atividade social, pois todas as pessoas que estão em sintonia com o mundo precisam
dela e a usam de forma espontânea, natural. Esta relação da matemática escolar
com a matemática da vida é que precisa ser contextualizada entre os alunos. A
disciplina de matemática não pode ser dada de forma fragmentada, mas sim
relacionada a outras disciplinas e a vida da criança e adolescente.
Todos
conhecem o medo da matemática que os alunos e até as pessoas tem desde
antigamente. Mas, mesmo hoje, a matemática ensinada de maneira tradicional é a
disciplina que apresenta o mais baixo desempenho dos alunos e é, ainda, a que
mais reprova. Isso acontece não só no Brasil, mas no mundo inteiro.
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