sexta-feira, 6 de julho de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Para você professor
O
primeiro passo para contextualizar a matemática escolar é conhecer o contexto,
o saber matemático do nosso aluno. O segundo passo é partir deste conhecimento,
valorizando a bagagem de conhecimento de que o aluno já dispõe para, então,
ampliar o mesmo. Respeitando este conhecimento, o professor desenvolve uma
relação, um vínculo de cumplicidade com seu aluno que facilitara a construção
de conhecimentos significativos, a educação para o saber e o saber fazer.
É
fácil perceber a aplicação quase imediata de assuntos como porcentagem e
calculo de juros na economia, por exemplo, ou da trigonometria, sempre presente
e de aplicação direta na engenharia. Assim:
·
A matemática está presente em nossas vidas
desde uma simples contagem ou um simples troco até o seu uso em complexos computadores;
·
Falar de matemática para um viver mais
autônomo implica percebê-la como ferramenta para coordenar ideias, para dar
consistência e argumentos, para alimentar duvidas, pois os números não falam
por si;
·
Necessitamos da matemática com instrumento
intelectual para interrogarmos a realidade;
Superamos
as dificuldades, herdadas da matemática tradicional quando ousamos encarar
nossos medos, inovarmos através de diversos materiais, práticas e contextos
coerentes e construirmos, no dia-a-dia, conceitos matemáticos concretos,
significativos e contextualizados para nos mesmos e para nossos alunos.
Sabemos
que essa realidade não será construída do dia para a noite. Podemos afirmar que
acontecera, efetivamente, a partir de uma nova postura pedagógica que tenha
como ponto de partida o respeito à individualidade sociocultural de cada aluno,
passando por uma relação dialógica até chegar a alcançar uma visão de mundo
mais ampla.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Exemplos para usar dentro da sala de aula
Geralmente,
a matemática no currículo escolar esta voltada ao estimulo do raciocínio. Por
isso, priorizam as regras, em detrimento da utilização cotidiana dos conceitos.
A partir de uma série de atividades, eles buscam ampliar seu aspecto de ação,
trabalhando conceito e raciocínio a partir de situações como:
·
Latas
de refrigerante – Um bom exemplo é usar latas de refrigerante
para que os estudantes possam ter a noção de volume do produto. Os alunos
comparam a quantidade presente nas latas com outras embalagens e verificam se
há ou não diferença. Isso ajuda, por exemplo, a decidir que produto comprar no
supermercado.
·
Esportes
–
Tendo como gancho os jogos, podem-se levar os alunos para a quadra de esportes,
o que permite ensinar figuras geométricas, medição, proporcionalidade,
perímetro, alem da identificação das medidas oficiais e não oficiais.
·
Tabela
de jogos – Outro trabalho relacionado aos esportes é feito com
tabelas dos jogos de futebol dos diversos campeonatos realizados anualmente,
publicadas em jornais. Os docentes suprimem alguns resultados para que os
estudantes possam calculá-los. Isso estimula o raciocínio e é o momento em que
começamos a falar de números negativos. Essas situações são criadas para que os
alunos tenham a percepção de uma leitura de tabela.
·
Tempo
–
Os professores podem realizar atividades relacionadas à medição de tempo. Podem-se
utilizar as grades de programação de TV, também publicadas em jornais. Os estudantes
têm dificuldades de se planejar em função do horário, os professores podem
estimular e ajudar na organização de um cronograma de estudos, assim, além de
aprender a montar tabelas, trabalham com a divisão do tempo.
·
Encartes
de supermercado - Podemos trabalhar, ainda, com encartes de
supermercado, o que possibilita combinar produtos, fazer operações
fundamentais, abordar volume e peso, enfocar o custo. O professor pode fazer
uma simulação de compras, na qual os alunos têm uma determinada quantia para
gastar. Isso os obriga a fazer contas, alem de trabalhar com as prioridades de
cada um, já que, nesse caso, é preciso fazer escolhas.
·
Ludicidade
–
Adaptar jogos conhecidos dos alunos é outra estratégia para apresentar a
matemática em sala de aula. Sem saber, eles usam a disciplina nesses jogos. Por
ser uma atividade lúdica, acaba despertando mais o interesse.
Esses
trabalhos servem para que os estudantes percebam que a matemática vai além do
conteúdo curricular. O aluno tem que saber se expressar e lidar não só com os
termos matemáticos, mas também com as outras áreas do conhecimento.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Refletindo sobre esse assunto
Um
dos principais desafios da educação é desenvolver nos educandos a criticidade,
a criatividade e ética, tornando-os autores conscientes de sua história pessoal
e da coletividade, levando-as a compreender e transformar o mundo a sua volta.
A
matemática é uma atividade social e, por isso, a matemática escolar não pode
ser desvinculada do contexto sociocultural no qual estamos inseridos, cabendo
ao professor resignificar o seu ensino através da mediação entre o conteúdo e
as vivências cotidianas.
A
possibilidade de contextualizar a matemática com o cotidiano do aluno é real.
Tão real quanto o sentido que a disciplina terá para o mesmo, facilitando e
priorizando a construção de conhecimento. Essa possibilidade serviu de eixo
norteador e motivador.
A
matemática da sala de aula e a do cotidiano necessita caminhar lado a lado para
terem significação tanto para o professor quanto para o aluno. Muitos de nós,
professores, somos frutos do ensino matemático tradicional centrado no
quadro-giz e ainda possuímos certas dificuldades e medos em compreender e dar
significação a alguns currículos matemáticos nas nossas vivências como
profissionais da educação.
Os
alunos trazem á escola conhecimentos matemáticos espontâneos, reais,
construídos nas vivencias com o grupo sociocultural do qual fazem parte.
Possuem para matematizar o que aprenderam de acordo com as situações vividas.
No
momento em que o aluno chega á escola, todo o passado, a bagagem de
conhecimentos que já possui, deve ser respeitada e ser o ponto de partida para
a ampliação destes conhecimentos. Ao perceber que seu conhecimento e origem
sociocultural são aceitos e valorizados pelo professor, o aluno sente-se mais
seguro e confiante em relação ao conhecimento e á escola em si, sem contar que
estabelece uma relação, um vinculo, um elo de proximidade entre a escola e a
vida da criança. Portanto, é preciso contextualizar o ensino de matemática,
fazendo com que o aluno entenda o significado do que faz, e oportunizar meios
para que perceba, na pratica, a aplicação do que aprende na escola.
O
ensino de matemática que parte do conhecimento de que o aluno dispõe possibilita
ao mesmo conhecer e investigar com mais profundidade e amplitude os
conhecimentos que fazem parte da realidade que o cerca. A construção de
conhecimentos matemáticos não deve ser o simples repasse de informações
contidas nos livros didáticos ou que o professor domine. O professor deve ser o
grande provocador na escola: provocador de experiências ricas de aprendizagem
que se relacionam com o mundo. Assim a matemática ensinada na escola precisa
ter um enfoque mais interligado a situações do cotidiano dos alunos.
Quando
é feito um elo entre os conteúdos da escola e as experiências que fazem parte
da vida do aluno, o mesmo demonstra mais interesse e motivação. Conhecer o
contexto de vida dos alunos é, portanto, uma referencia primeira e fundamental
para o planejamento das aulas por parte do professor.
Compactuando
com ideias do grande mestre Paulo Freire, entendemos que o professor não é
aquele que apenas ensina, mas aquele que através do dialogo oportuniza a troca
de conhecimentos e, então, professor e aluno se educam, tornando-se sujeitos do
processo ensino aprendizagem.
O
uso de situações do dia-a-dia em atividades matemáticas na escola é importante
porque os alunos constroem conceitos matemáticos a partir de suas experiências
da vida real e não de livros prontos, acabamos, escritos por autores que nem
sempre associam a matemática escolar com a vida real. Isto por que: “Se
queremos alunos mentalmente ativos durante a aula, devemos encorajá-los a
relacionar fatos e estar alertas e curiosos durante todo o dia”. Precisamos
fazer a escola uma intermediadora entre os conteúdos matemáticos e o uso deles
nas atividades do cotidiano.
Os
alunos constroem seu conhecimento matemático significativo a partir de sua
vivência e experiência, manuseando materiais diversificados, usando todos os
sentidos. É importante ao aluno compreender e interpretar os saberes
construídos na escola, relacionando-os e utilizando-os na sua vivência
extra-escolar, pois, do contrario será uma saber inútil e obsoleto.
A
atual situação da sociedade exige uma formação critica de indivíduos,
relacionada á política e aos problemas sócio-culturais, diferente do pensamento
tradicional de formação de alunos no antigo 2°grau (ensino médio), denominado
“preparação para o trabalho” existente há alguns anos. Uma formação com ênfase
na preparação para o trabalho não necessita de tomadas de decisões e
posicionamentos críticos, limitando o espaço para um conhecimento reflexivo.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Matemática: aprendendo através do cotidiano
Matemática: aprendendo através do
cotidiano
A
matemática tem que ser percebida como um objeto sobre o qual se pode atuar,
inventar, mudar. Infelizmente, na escola básica, o objetivo da matemática é
decorar fórmulas, números e tabuada, os resultados matemáticos têm que ser
sempre únicos e definitivos, fazendo com que na escola, ensinem a futuros
professores a detestar a matemática, depois, esses professores voltam a escola
para ensinar outra geração á detestá-la.
A
matemática escolar deveria ser um instrumento para tornar a matemática acessível
a um número crescente de pessoas. Contudo, em nosso cotidiano é denunciado cada
vez mais e por meio das mais diferentes formas o analfabetismo matemático.
Os
conceitos matemáticos fazem parte do nosso dia-a-dia. Planejar o orçamento
familiar, ir ao supermercado, fazer uma compra parcelada, construir um cômodo a
mais em casa, tudo isso envolve cálculos. Essa proximidade da matemática ao
nosso cotidiano, no entanto, nem sempre é percebida na escola. E a disciplina
acaba gerando medo e sendo alvo de rejeição.
O
dia-a-dia abriga em seu interior muitas vidas, que se anunciam das mais
surpreendentes e diversas linguagens. Quando falamos da matemática no
cotidiano, as preocupações não têm a ver com matemática escolar. Assim, os não
matemáticos precisam ter acesso ao espírito da matemática do nosso tempo. Os
professores podem fazer isso, por exemplo, os alunos identificam a presença dos
números no dia-a-dia, reconhecendo sua utilidade. Eles estão presentes na
numeração das casas, nas placas dos carros e em diversas outras situações, em
que servem para orientar as pessoas e ordenar o mundo.
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